PASSOU O 25 DE NOVEMBRO coas campanhas institucionais, políticas e de organizaçons feministas. Seguramente agora cumpra fazer umha valoraçom, ou quando menos umha reflexom. Estamos no que se costuma chamar o dia depois, o dia depois da violência de género?
Realmente a primeira reflexom que temos de fazer as pessoas, o conjunto da sociedade, é que nom é possível passar página, nom existe o dia depois da violência machista, está no dia a dia das nossas vidas, marcando a vida de muitas mulheres e condicionando o avanço social, a construçom dumha sociedade igualitária bem assentada nos valores e princípios democráticos.
Mas a violência machista é contínua; nos jornais dos últimos dias vários casos de mulheres agredidas polas suas parelhas fôrom aparecendo, houve um caso em Pontevedra , umha sentença por ameaças de género,e vam sucedendo-se como um goteio constante estas novas, lembrando-nos que dalgumha maneira estamos a perpetuar aqueles valores culturais assentados numha concepçom dessigualitária por ser patriarcal, discriminatória, e perpetuadora de vínculos de dependência- das relaçons entre as pessoas, que seguem a legitimar as condutas violentas contra as mulheres nesta sociedade de começos do século XXI.
Evidentemente som muitos os factores que estám implicados na construçom dumha sociedade que manifesta violência contra as mulheres, que a tolera e a justifica em certo modo, e que considera este assunto quando menos de interesse menor ou secundário. As causas da violência machista tenhem a ver coa cultura, coa concepçom das relaçons laborais, com o papel da família na sociedade, com o rol atribuído culturalmente às mulheres, coa concepçom do poder, das relaçons amorosas entre as pessoas, coa educaçom e a escola...
Neste ano coincidiu-se em querer chamar a atençom sobre o compromisso da sociedade, um compromisso necessário porque sem el nom som eficazes as medidas institucionais, nem os recursos com os que se dota a sociedade para luitar contra a violência machista. É certo que os recursos som imprescindíveis, mesmo desde os concelhos como o curso que se realizou no Porrinho para as e os profissionais que trabalham com mulheres em situaçom de violência de género, mas devemos tomar consciência da responsabilidade que temos como pessoas individuais, e nisso se centrárom a campanha de Vicepresidência: E ti que opinas dos malos tratos ás mulleres? e a do BNG Dá a cara, non vires as costas. Contra a violencia de xénero. Também há que lembrar a campanha da Marcha Mundial das Mulheres no ano em que recebeu o prémio Eu tamén navegar polo seu compromisso contra a violência machista,que incorporou esta ideia de compromisso pessoal mediante a distribuiçom de um braçalete para levar nesse dia ou em qualquer outro em que o vejamos preciso, que quer comprometer pessoal e individualmente contra a violência de género e isolar socialmente os violentos declarando a nom cumplicidade social com eles. É por isto que se distribuírom dous braçaletes diferenciados, um para os homens e outro para levarmos as mulheres. O dos homens é negro e porta o lema Eu nom som cúmplice da violencia machista; e o das mulheres é violeta e diz podemos acabar coa violencia machista.
O lema O pessoal é político que contribuiu a destapar os aspectos políticos do privado, tem que completar-se coa responsabilizaçom nossa privada e publicamente mas sempre de um modo pessoal, individual e com o nosso nome e apelidos para transformar a visom que ainda há na nossa sociedade da violência de género, descobrir as causas reais da violência e comprometer nom só as instituiçons, mas também as pessoas individualmente para que rejeitem a violência machista com orgulho e sem medo.